O Sabadão – O Feijão com arroz gostoso do autodidata

Por Sérgio Leão

Não estou me referindo ao prato mais tradicional da culinária brasileira, apenas usando a simplicidade para comentar sobre a simplicidade usada pelos autodidatas, em profissões diversas, que obtêm o mesmo produto, quiçá mais ainda que os que passaram anos em universidades, entretanto não conseguem ter o mesmo poder de assimilação de quem  conseguiu aprender sem instrutores, exceto algumas profissões que exigem o canudo para serem exercidas. Engana-se quem pensa que só os grandes gênios são dotados de aptidões superiores como o autodidatismo, pois qualquer um ser em pleno gozo de suas propriedades mentais pode atingir o ápice do aprendizado, bastando para isso ter esforço, dedicação, motivação e sobre tudo organização. Nem precisa dizer que em várias profissões é preciso sim ser formado em faculdade, especialmente as que cuidam de ciências humanas, mas até na medicina existem falsos médicos que as vezes agradam mais aos seus pacientes do que os diplomados; clínicos gerais é claro.

Citar gênios brasileiros autodidatas como Santos Dumont, Monteiro Lobato e jornalistas como Davi Nasser, Paulo Francis e Millor Fernandes, faz-se necessário para termos uma ideia de quantos profissionais de alto nível sobressaem-se no desenvolvimento de suas profissões, mesmo não tendo sentado as bundinhas nos bancos de faculdades. A palavra autodidata origina-se do grego AUTODIDAKTICOS, uma junção de “auto” ou si mesmo e “didakto, que significa ensino, e segundo o célebre jornalista Davi Nasser, o autodidata em jornalismo, ao contrário de todas as profissões, não necessita mesmo de um diploma. Já em direito  o diploma é dado a milhares, porém só 10% conseguem advogar pois são reprovados na prova da OAB, mesmo necessitando acertar apenas a metade das perguntas; já não existem mais as figuras dos rábulas, mas foram destaques na jurisprudência do passado mesmo não tendo feito o curso de direito. Profissionais como historiadores, escritores, marqueteiros e muitos outros, também são considerados os autodidatas em mesmo índice de aprovação, até porque  nos bancos das universidades pagas deste país, sentam milhares de estudantes que nunca exercem suas profissões e outros tantos que exercem de forma inferior aos que aprendem rápida e efusivamente , sem a necessidade de professores, que por algumas vezes são medíocres e ensinam em ambientes de onde nunca sairão bons profissionais.

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