O Sabadão – Pra não falar de um assunto só!

Por Sérgio Leão

Violência obstétrica
Assunto por demais delicado, chamou-me a atenção desde quarta-feira, após matéria jornalística muito propalada durante sesta semana, relatando a prisão de uma mulher que foi a maternidade munida de uma pistola e logo após ter o bebê foi diretamente para cadeia, lá permanecendo durante 27 dias. Ela justificou a atitude dizendo que tinha medo de sofrer violência obstétrica por parte da equipe médica, fato que já havia experimentado quando do nascimento de um outro filho. Isto é novo para mim, pois nunca ouvi falar deste tipo de violência, que já rendeu inquérito do Ministério Público em São Paulo, pela prática deste crime em hospitais e maternidades da capital paulista.  Agressões verbais, recusa de atendimento, provação de acompanhante, jejum e separação da mãe e o bebê, mesmo ambos estando saudáveis, são algumas destas violências, que segundo o próprio Ministério Público, não levará quem comete-as a cadeia, mas provoca ações indenizatória em favor das vítimas. Mais uma agravante que nos torna vulneráveis, pois no Brasil isto ocorre com proporcionalmente frequência.

Da ostentação a pobreza
O jogador Neymar Júnior vem protagonizando uma série de polêmicas há umas duas semanas, desde que decidiu ir em busca de novas conquistas, saindo do poderoso time espanhol, Barcelona, para o também poderoso Paris Saint Germain, time francês que tem a folha de pagamento mais cara do futebol, no momento. Neymar vem postando fotos nas redes sociais, ostentando milhões de reais gastos em seus momentos de lazer, como locação de um iate e farras com garrafas de champanhes francesas, que só os reis do petróleo conseguem curtir em suas vidas sem limites. Vendo a ostentação do craque brazuka, lembro de jogadores de futebol que em épocas passadas também ganharam milhões, e mesmo sem redes sociais ostentavam através de outros órgãos de mídias, revistas principalmente, mas acabaram suas vidas ou ainda vivem na pobreza, pois ao encerrarem as carreiras, não souberam encarar outras atividades com a mesma eficiência que tiveram dentro dos gramados. Outros torraram seus milhões da mesma forma que Neymar, como foi o caso de Marinho, um atacante negro do futebol carioca que chegou a ter seis carros de luxo e cinco mulheres loiras ao mesmo tempo; ou o Muller, que fez fortuna no Brasil e no exterior, mas torrou sua grana com mulheres e coisas erradas, como ele mesmo diz. Quem lembra de Macedo do grande time do São Paulo? Comprou um carrão de luxo mesmo sem ter nem onde morar e foi advertido pelo técnico Telê Santana, que deveria devolver o carro e comprar uma casa para sua mãe, se quisesse continuar no time. Garrincha o craque das pernas tortas morreu de esmolas; Amaral (o feio), Zé Elias (preso por não pagar pensão do filho), Bruno (assassino), Félix (goleiro tri campeão do mundo), Ademir da Guia (o divino), Marinho Potiguar (o diabo loiro) e muitos outros atletas brasileiros foram da ostentação a pobreza, mesmo tendo ganho muito dinheiro, no Brasil e no exterior.

O amanhã pode ser cruel
É patente que poucos pensam no dia de amanhã, principalmente quando somos jovens e achamos que tudo será sempre festa e com os odores das flores; desta forma ignoramos a experiência dos mais velhos e sobrepujamos os ensinamentos até dos nossos familiares inteligentes. Somos arredios a tudo quanto é óbvio e descartamos literalmente a essência da vida, nos achando os donos razão, mesmo nos arrependendo amargamente quando finalmente conseguimos enxergar a dura realidade que temos que enfrentar, quando não aprendemos no tempo certo, que o futuro deve ser construído, a partir da juventude. Isto não acontece com todos, entretanto um exorbitante número de seres humanos, fica na pindaíba quando envelhecem, porque imaginaram um  amanhã de quimeras, uma grande festa e ilusória alegria; só que enxergaram tardiamente que o amanhã é cruel para quem não segue os passos da lógica e da verdade.

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