Servidores da Prefeitura de Bezerros passarão a receber pelo Santander

Nos próximos dias os servidores da Prefeitura de Bezerros passarão a receber o salário pelo Banco Santander. Após processo licitatório, o banco comprou a folha da Prefeitura e terá que ofertar o serviço.

Em uma reunião, a equipe do Santander explicou que estará promovendo um cadastro com os servidores para a assinatura das contas, que segundo eles, já estão abertas, faltando apenas as formalizações para recebimento dos cartões, cadastro em aplicativos e outros. Ainda segundo o banco, haverá um incremento de pessoal e de insfraestrutura como caixas eletrônicos para atender a demanda.

Um cronograma com data, local e horário para comparecimento dos servidores para cadastro será divulgado em breve. Ao todo, mais de 2 mil pessoas serão atendidas pela agência.

Falta de chuvas altera calendário de abastecimento de municípios do Agreste

A falta de chuvas no início do ano alterou o calendário de abastecimento de algumas cidades atendidas pela Barragem de Jucazinho, localizada em Surubim, no Agreste de Pernambuco. O manancial está atualmente com apenas 2,78% da capacidade, o que corresponde a pouco mais de 9 milhões de metros cúbicos de água, do total de 327 milhões de metros cúbicos.

Os municípios de Passira, Cumaru e Riacho das Almas passaram a ter um regime de distribuição de oito dias com água e 22 dias sem. Já nas cidades de Surubim, Casinhas, Salgadinho, Santa Maria do Cambucá, Frei Miguelinho, Vertentes, Vertente do Lério e Toritama, o rodízio de abastecimento é de 11 dias com água e 19 dias sem.

De acordo com a Companhia Pernambucana de Saúde (Compesa), os técnicos estão monitorando o volume da Barragem de Jucazinho e realizando cálculos para a retirada do volume de água com o objetivo de não deixar as cidades sem atendimento pela rede de distribuição. A expectativa é preservar o atendimento às 11 cidades até o período de inverno. O período de chuvas na região ocorre entre os meses de abril e julho.

NE10

Suzano é tapa na cara da política de armar a população

São de congelar o sangue os gritos de pavor dos adolescentes que se defrontaram com os atiradores em sua escola em Suzano, mostrados em vídeo que já está circulando. Nunca haverá explicação para o que fizeram os dois jovens assassinos, que tinham um revólver calibre 38 e se suicidaram em seguida. Mas muitos detalhes serão desvendados, a começar pela identidade dos atiradores e de suas vítimas, e uma narrativa será contada sobre o crime de Suzano, que entrará para a história ao lado de outras atrocidades.

O que não dá para não pensar é que essa narrativa poderia ter tido um final diferente, sem dez mortos, ou talvez não estivesse nem sendo contada, se os jovens não tivessem um 38 nas mãos. O episódio de hoje está inserido no contexto geral da violência que nos assola, mas tem ingredientes semelhantes a outros tiroteios contra alunos brasileiros e, sobretudo, à onda de crimes em escolas que começou e virou lugar comum nos Estados Unidos.

O massacre de Suzano é um tapa na cara dos que, no poder e fora dele, defendem a liberação do porte e da posse de armas. Se estivesse conectada com a realidade do dia-a-dia dos brasileiros, a oposição já teria começado a convocar manifestações por todo o Brasil para dizer “não” ao armamento da população e ao discurso do ódio que está por trás dele.

Por Helena Chagas