Maestro Toinho é o homenageado do Baile Municipal

Não precisa ir muito longe pra encontrar alguém que conhece o maestro Toinho, nome popular que ganhou após alguns anos à frente da Banda Musical Cônego Alexandre. Ele que pode-se dizer um amigo de um milhão de amigos, é o homenageado escolhido pelo Prefeito Breno para o Baile Municipal de Bezerros.

Antônio Edivaldo da Silva, filho da popular Dona Maria do Salgado, ou melhor, Maria Pezão. Vem de berço humilde, lá pelas bandas do “Saiga” (hoje é o bairro Irmã Júlia), onde corria na rua como todo moleque na sua idade, ali nos idos dos anos de 1980 pra 1990. Tem 3 irmãos, todos do mesmo berço da simplicidade, também de caráter sem igual.

Ainda molecote, inventou de ir pra banda assoprar um instrumento. “Bora aprender a toca”? Mas tocar o que? Era assim que acontecia numa época em que não se sabia muita coisa sobre as novidades da música, nem haviam vídeos ou internet pra compartilhar. Dali pra frente, na Banda Cônego Alexandre – onde ele faz questão de dizer que é uma parte da sua vida – Toinho foi ganhando fôlego, perdão pelo trocadilho  pra quem toca instrumento de sopro.

Teve aulas de música com grandes maestros, entre eles o saudoso Capitão Guilherme. Um mestre que entre afagos e mão de ferro, mostrou como se toca de verdade. Seu instrumento que lhe fisgou foi o trompete, de sonoridade aguda, daqueles que chamam bem a atenção, o levou onde ele não esperaria. Tocou em festivais, foi primeiro trompete da banda, viajou com bandas de forró, conjuntos de pagode, orquestras de frevo, charangas e até enterros. Sim, Toinho teve que tocar em momentos tristes, faz parte da vida do músico também.

Além da paixão pela Cônego Alexandre onde foi e é músico, passou como professor, diretor administrativo e regente, ele se enveredou pelas bandas marciais, tocando e regendo várias delas, a mais conhecida, no antigo Centro de Educação Rural Eurico Queiroz, hoje Erem EEQ.

De versatilidade e malemolência de um cara que venceu na vida, a música é o sangue de Toinho. Quem conhece já sabe, “aquele moreno que toca”. Foi através dela que ele venceu na vida, superou enormes desafios, conheceu a esposa, constituiu família e leva o pão nosso de cada dia para a mesa.

Uma bela escolha e mais que merecida nesses 18 anos de Baile Municipal.

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