O Sabadão – O que será? Que será?

Interrogam por aí, sussurrando, o que será de nós diante de tudo que se passa em um universo disperso de amor e de fé? Como iremos reagir ao infortúnio que nos imputa a história da vida? Nós que somos indubitavelmente os mais absolutos sinônimos do nada, ainda estamos na permanência da ignorância, em função do ostracismo, por nós implementado, em detrimento de nós mesmos. Difícil entender, contudo obrigatório saber que o abismo está batendo a nossa porta incessantemente, e se não abrirmos os nossos olhos, logo seremos parte de uma fila sem fim, rumo ao banimento final. As infâmias dos nossos hábitos induzem-nos de forma paulatina, a um destino doloroso, e desta forma ao sofrimento. Verdadeiramente aprendemos pouco em nossa trajetória terrena e hoje nos deparamos com a incerteza angustiante sem sabermos o que será que será de todos nós! Vivemos tão inseguros que nada nos contenta, mesmo assim continuamos ostentando um poderio sem valia, sem pudor e sem direção ao divino mundo da espiritualidade.

Vivo a pensar o que será do amanhã, tenho pavor de sentir o veredito da vida, se nosso alinhamento, por ventura, não subir de cotação diante da verdade indestrutível, pautada na realidade que nos ronda, mas mesmo assim fazemos de conta que tudo está bem! Amanhã poderemos estar mortos noutra, entretanto ainda relutamos  em adquirir discernimento ´para aliviarmos nossas dores. Mas, por que? Se nada somos diante do invisível, somos menos ainda diante de Deus; precisamos urgentemente dignarmo-nos ao auto flagelo da das nossas injúrias pois assim teremos chances de redenção, já que a misericórdia do Senhor é ilimitável, assim como a nossa chance de regenerarmo-nos de uma forma tal, que tudo que nos aflige, poderá ter uma metamorfose tão absoluta, que será difícil acreditar, diante dos nossos olhos cegos para a tão visível verdade que nos afronta. De tal sorte viveremos enfim a indagar sussurrando: o que será que será de nós de agora em diante?

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