O Sabadão – Pra não falar de um assunto só!

Por Sérgio Leão

A farsa I

Dificilmenteum país de povo educado e honesto se deixa envolver por farsantes que despontam no cenário político, até porque eles nem conseguem despontar. Já em países como o Brasil, o cenário da farsa é algo tão comum, que por vezes até as pessoas honestas e inteligentes, flagram-se  ladeando políticos sem nenhum pudor. A submissa condição de dependência de mais de 80% da população do nosso país, induz-nos a cometer erros grotescos, mesmo sabendo que no próximo piscar de olhos poderemos também ser alvos das bandalheiras praticadas por governantes, e virarmos descartes, principalmente quando se trata de direitos básicos, como emprego, saúde e educação. Para os calhordas que vivemos a eleger estes direitos são jogados na lata do lixão nacional, e assim vamos nos aproximando cada dia mais, do desemprego, do chão pútrido dos hospitais públicos e da mais absoluta miséria. E tudo por causa da nossa dependência e da nossa cumplicidade na hora do voto; resta apenas a solidão de uma nação pecadora onde os farsantes viram heróis e os cidadãos de bem viram lixo.

A farsa II

Não é raro nos depararmos com pessoas que ainda nem subiram os primeiros patamares da vida, gabando-se nas esquinas, mesas de bares e especialmente nas redes sociais, que virou o paraíso da ostentação e da mentira. É tão dubitável a capacidade de muitos, que a única forma de se afirmarem, é se autoproclamarem os donos da verdade e sábios em todos os sentidos. Mas para que isto funcione, é preciso que haja um público disposto a acreditar na farsa e nos farsantes, e até emitir elogios rasgados mesmo que o produto das ações seja bem inferior aos apresentados pelos cabotinos. No Brasil, há sempre uma plateia para estes tipos, devido até a incapacidade de se produzir o mais simples com resultados positivos, sem a necessidade do falso glamour e da ostentação. Romper as barreiras de forma decente seria o caminho mais correto para quem se acha o rei da cocada podre, até porque está escrito em Provérbios 27.2: “ninguém elogie a sim mesmo; se tiver que ter elogios que venha dos outros”.

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