Opinião – Sem convicção formada… ainda

Por Janaína Pereira

Por Janaína Pereira

Nos últimos meses, a empresa Petrobras, outrora orgulho nacional, passou a ser citada quase que diariamente em páginas policiais e a aparecer com frequência no noticiário da TV.
Motivo: desvios, corrupção, superfaturamento, favorecimento de grupo seleto… enfim, ilicitudes.
Mais recentemente, uma funcionária do alto escalão chamada Venina tornou públicos uma série de correspondências nas quais teria alertado seus superiores acerca dessas ilicitudes. Ela alegou que, como sabemos, seus chefes não consideraram estes fatos e fizeram “vista grossa” para as denúncias. Em vez de investigá-las, transferiram a então gerente para Cingapura.

No dia seguinte, Graça Foster, diretora da Petrobras, aparece no mesmo canal de TV que apresentou a entrevista com Venina e desmentiu que a colega tivesse lhe apresentado as denúncias.

Hoje, as manchetes noticiam que, em investigação interna, uma comissão da Petrobras atribui a Venina a perda de R$ 25 milhões em contratos…
Venina solicitou proteção policial, a qual foi negada ontem.

Enfim… em um país sério, no mínimo os gestores já teriam sido afastados. Meu conceito de justiça não consegue absorver o fato de que o gestor é diretamente responsável por suas ações ou omissões inadequadas, pelas nomeações de pessoas inidôneas, pela inação na apuração de denúncias tão graves… Todos estamos abismados com a defesa que Dilma faz de Graça Foster, mas vou além: o gestor (ir)responsável não é Foster, mas Rousseff.

Não sei se Venina está falando a verdade (mas estou inclinada a acreditar nela), mas ela corre grave perigo. A presidente da República, em vez de zelar pela manutenção da ordem e apuração imediata dos fatos, declara no Exterior que o Brasil não vive crise de corrupção. Depois diz ser especialista em interrogatórios…

Não tenho convicção ainda se Venina fala a verdade, mas tenho certeza de que minha inteligência tem sido subestimada pela sra. Rousseff. E faz tempo.

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